Parece que a gente não consegue né? Ficar em paz. O nosso equilíbrio é como um pêndulo, parece.
Puxa muito de um lado, ele vai ao extremo depois. Hora de um lado, hora de outro.
Eu precisando muito de palavras, de atenção. Como já pedi e te falei antes: "Eu preciso que você fale comigo. Eu não sou adivinho". E quando eu digo isso eu quero dizer tudo... Tem horas que eu sinto que você guarda muito pra você. Temo pela sua sanidade, sinto por você. Quero você bem. Guardar coisas assim nunca é bom, nunca faz bem. Eu sei disso, vivi isso, mais do que ninguém. Mas tá, cada pessoa é diferente, tudo bem. Daí nessa dinâmica, eu acabo achando que devo segurar também. Achando que tudo que eu falo é pressão, é forçação, é incômodo, é te culpar. Tô me vendo de novo voltando a ser cheio de dedos, a escolher palavra. A não saber como agir. Não sei que que aconteceu. Não sei mesmo. Tudo isso pode ser só mais paranóia, insegurança e autosabotagem, de novo. Então eu respiro, medito. E continuo deixando espaço. E ele vai crescendo. Eu aqui, nesse vazio...
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Você não vai conseguir ver se eu te mandar a foto. Mas eu peguei um cabelo seu aqui.
Passei a mão no rosto e na cabeça e ele enroscou na minha mão. Como cê já fez muitas vezes me encontrando, como já fez comigo na vida. O engraçado é que já faz um tempinho que você não vem aqui em casa, no meu quarto, na minha cama. Mas ele insistiu em ficar aqui e enroscar em mim. Deve ter ficado no travesseiro, esse danado. Só pode ser. É sempre de lá que vem seu cheiro, seu perfume, que eu lembro quando deito. Mesmo você não estando lá, mesmo depois de eu lavar. É na hora que eu me deito sozinho que ele vem, o cheirinho, o mesmo que eu sinto quando estou chegando perto do seu carro, de onde vou te encontrar, de você.
A morada que você fez aqui não some, não muda. E se dias difíceis vierem, mesmo sabendo que você vai querer enfrentar tudo sozinha, eu vou estar aqui. Sabe... me deixa confuso às vezes isso. Eu te admiro muito por ser forte, querer ser forte, e enfrentar isso do seu jeito, da sua forma e valorizar tudo isso. Respeito isso. Faz parte do que me faz te amar, do que constrói esse muro, os tijolos... Só que ao mesmo tempo eu não consigo ver você enfrentando tudo sozinha, se isolando, passando por coisas internamente que você não precisa passar, porque você me tem, existe esse apoio, essa companhia. Eu sei que você sabe disso, eu sei. Mas acho que talvez ainda não internalizou ou não entenda, que pra muitas coisas (na verdade pra tudo), você não está mais sozinha. Você entende?
"Tô aqui já, acho que você já sabe" e não pretendo ir embora.
Passei a mão no rosto e na cabeça e ele enroscou na minha mão. Como cê já fez muitas vezes me encontrando, como já fez comigo na vida. O engraçado é que já faz um tempinho que você não vem aqui em casa, no meu quarto, na minha cama. Mas ele insistiu em ficar aqui e enroscar em mim. Deve ter ficado no travesseiro, esse danado. Só pode ser. É sempre de lá que vem seu cheiro, seu perfume, que eu lembro quando deito. Mesmo você não estando lá, mesmo depois de eu lavar. É na hora que eu me deito sozinho que ele vem, o cheirinho, o mesmo que eu sinto quando estou chegando perto do seu carro, de onde vou te encontrar, de você.
A morada que você fez aqui não some, não muda. E se dias difíceis vierem, mesmo sabendo que você vai querer enfrentar tudo sozinha, eu vou estar aqui. Sabe... me deixa confuso às vezes isso. Eu te admiro muito por ser forte, querer ser forte, e enfrentar isso do seu jeito, da sua forma e valorizar tudo isso. Respeito isso. Faz parte do que me faz te amar, do que constrói esse muro, os tijolos... Só que ao mesmo tempo eu não consigo ver você enfrentando tudo sozinha, se isolando, passando por coisas internamente que você não precisa passar, porque você me tem, existe esse apoio, essa companhia. Eu sei que você sabe disso, eu sei. Mas acho que talvez ainda não internalizou ou não entenda, que pra muitas coisas (na verdade pra tudo), você não está mais sozinha. Você entende?
"Tô aqui já, acho que você já sabe" e não pretendo ir embora.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
abrindo espaço pra outras línguas
Veio trazer o frio na barriga
Aquele de montanha russa, ou de briga
Toda cheia de suposições, ou melhor, invenções sobre mim
Riso de nervoso, sono interrompido
Seu sintoma cativante
Meu cativeiro dominante
Como um disparo em guerra fria
Conquista da nome ao coma e euforia
Dislexia, nó de garganta
Sem avisar, em canto me espanta
Maldito sapato com escorpião dentro
Um mundo cheio de vento e falta de ar
Por baixo de toda a segurança
A picada veio derrubar
Bem típico chegar dessa maneira
Me colocando em dúvida sobre tudo
Cada risada longa me faz pensar
Entender como te encarar
Você pode fazer sumir tudo agora?
Consegue levar isso embora?
Achei que era tarde pro meu mundo ser cercado
Foi cheque-mate, all in no carteado
Fiquei amigo da linha do tempo
Pra uma dose de sono saudável
Enquanto puder eu vou disfarçar
Que você não pode me afetar
Eu trouxe um pouco da agonia pra casa
Eu vou levar um tempo pra conquistar
É mais trouxa e literal do que parece
Nunca fez tanto sentido amor por ganhar
Vencer é tudo, vencer é significado
Vencer é nome, ganhar é nome
Desejo é vencer, ganhar é dor
O que se ganha quando é ganhador
Veio trazer o frio na barriga
Aquele de montanha russa, ou de briga
Toda cheia de suposições, ou melhor, invenções sobre mim
Riso de nervoso, sono interrompido
Seu sintoma cativante
Meu cativeiro dominante
Como um disparo em guerra fria
Conquista da nome ao coma e euforia
Dislexia, nó de garganta
Sem avisar, em canto me espanta
Maldito sapato com escorpião dentro
Um mundo cheio de vento e falta de ar
Por baixo de toda a segurança
A picada veio derrubar
Bem típico chegar dessa maneira
Me colocando em dúvida sobre tudo
Cada risada longa me faz pensar
Entender como te encarar
Você pode fazer sumir tudo agora?
Consegue levar isso embora?
Achei que era tarde pro meu mundo ser cercado
Foi cheque-mate, all in no carteado
Fiquei amigo da linha do tempo
Pra uma dose de sono saudável
Enquanto puder eu vou disfarçar
Que você não pode me afetar
Eu trouxe um pouco da agonia pra casa
Eu vou levar um tempo pra conquistar
É mais trouxa e literal do que parece
Nunca fez tanto sentido amor por ganhar
Vencer é tudo, vencer é significado
Vencer é nome, ganhar é nome
Desejo é vencer, ganhar é dor
O que se ganha quando é ganhador
sábado, 21 de julho de 2018
terça-feira, 17 de julho de 2018
Eu não sei e isso não tem problema nenhum.
A consciência disso já é muito pra mim e o exercício disso tudo já me ajuda um monte a não sentir culpa das coisas, não sentir medo, não sentir insegurança. Em algum momento da minha vida lá atrás, no comecinho, eu comecei a reprimir a mim mesmo. Da forma como as coisas aconteceram eu fui me fechando, sentindo que tudo era errado: ter poder, ser bom, ter potência, estar feliz.
Até que num momento isso meio que sumiu, e eu achei que tinha ido embora. Mas tem uma coisa: a gente nunca perde algumas coisas da essência, que a gente aprende na infância. O que acontece é que a gente tem que aprender a lidar com elas, abraçar elas e depois usar elas ao nosso favor. A minha visão de mudança, nesse momento, é isso. Eu tô abraçando a minha sombra, não tô escondendo, matando, mandando embora. Eu estou abraçando a porra dela, olhando de frente. Buscando isso, pelo menos, eu acho... faz parte do aprendizado, e tudo é um aprendizado. A gente tá aqui pra isso, pra melhorar, seja o momento e a vida do próximo, seja a nossa mesma, por consequência, não é mesmo?
Mas onde eu tava mesmo? Ah... então, eu não podia ser feliz, não podia nada. Daí num dado momento eu senti que pude, isso aconteceu mais de uma vez na minha vida, em circunstâncias diferentes, contextos diferentes... mas isso eu fui ver depois, que o movimento não é igual, não é circular, é espiral. Tudo segue numa direção, se você coloca energia o suficiente nisso. Cada vez mais é isso, energia, vibração, pensamento. E isso vai e vem e eu já não sinto mais medo, culpa, ou prisão disso ser realidade. E também não é sempre, tem momentos que são, outros que não, e tudo bem também.
Eu queria sentir que precisava me desculpar, pedir perdão... mas também não posso mais me culpar. E eu não me culpo, eu já fiz isso demais comigo. Puta que pariu, como eu já fiz. Eu ainda faço, muito. Só eu mesmo talvez saiba o tanto que eu peço desculpas, muitas vezes por nada. E sabe o pior? tem muita gente muito perto de mim que acho que não vê isso... que me trata pelo contrário e me cobra. É engraçado né? Como cada interação entre cada pessoa é diferente.
Você tem seu lugar aqui, é grande, você que disse, lembra? Cabe, e não falta espaço, nem vai faltar com o tempo. Eu não fui embora, nem pretendo ir. Tenha a mente e o coração tranquilos, que terá um espaço pra chamar de seu. Talvez vá até ali fumar um cigarro. Até logo pode ser. Mas aqui nesse, não existe adeus, pra ninguém.
A consciência disso já é muito pra mim e o exercício disso tudo já me ajuda um monte a não sentir culpa das coisas, não sentir medo, não sentir insegurança. Em algum momento da minha vida lá atrás, no comecinho, eu comecei a reprimir a mim mesmo. Da forma como as coisas aconteceram eu fui me fechando, sentindo que tudo era errado: ter poder, ser bom, ter potência, estar feliz.
Até que num momento isso meio que sumiu, e eu achei que tinha ido embora. Mas tem uma coisa: a gente nunca perde algumas coisas da essência, que a gente aprende na infância. O que acontece é que a gente tem que aprender a lidar com elas, abraçar elas e depois usar elas ao nosso favor. A minha visão de mudança, nesse momento, é isso. Eu tô abraçando a minha sombra, não tô escondendo, matando, mandando embora. Eu estou abraçando a porra dela, olhando de frente. Buscando isso, pelo menos, eu acho... faz parte do aprendizado, e tudo é um aprendizado. A gente tá aqui pra isso, pra melhorar, seja o momento e a vida do próximo, seja a nossa mesma, por consequência, não é mesmo?
Mas onde eu tava mesmo? Ah... então, eu não podia ser feliz, não podia nada. Daí num dado momento eu senti que pude, isso aconteceu mais de uma vez na minha vida, em circunstâncias diferentes, contextos diferentes... mas isso eu fui ver depois, que o movimento não é igual, não é circular, é espiral. Tudo segue numa direção, se você coloca energia o suficiente nisso. Cada vez mais é isso, energia, vibração, pensamento. E isso vai e vem e eu já não sinto mais medo, culpa, ou prisão disso ser realidade. E também não é sempre, tem momentos que são, outros que não, e tudo bem também.
Eu queria sentir que precisava me desculpar, pedir perdão... mas também não posso mais me culpar. E eu não me culpo, eu já fiz isso demais comigo. Puta que pariu, como eu já fiz. Eu ainda faço, muito. Só eu mesmo talvez saiba o tanto que eu peço desculpas, muitas vezes por nada. E sabe o pior? tem muita gente muito perto de mim que acho que não vê isso... que me trata pelo contrário e me cobra. É engraçado né? Como cada interação entre cada pessoa é diferente.
Você tem seu lugar aqui, é grande, você que disse, lembra? Cabe, e não falta espaço, nem vai faltar com o tempo. Eu não fui embora, nem pretendo ir. Tenha a mente e o coração tranquilos, que terá um espaço pra chamar de seu. Talvez vá até ali fumar um cigarro. Até logo pode ser. Mas aqui nesse, não existe adeus, pra ninguém.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Post Mortem
Eu queria uma demonstração
pelo menos uma só
Uma mensagem do nada, uma pergunta "como cê tá?"
uma aparição,
pra fazer um carinho, dar um olhar
às vezes a gente precisa de algo assim
De uma palavra, de algo material
Porque a única vez
que você demonstrou algo concretamente, foi falta
de respeito
de sentimento
de consideração
E tudo bem que depois veio o arrependimento e o pedido de perdão, o choro, e tudo pareceu genuíno.
Mas se um tempo depois de tudo isso, baixado a poeira você se distancia e não demonstra, não busca, não mostra nada, não fala nada, fica a outra, aquela única grande.
São as grandes, agora eu tô vendo, elas tem sua importância. Porque são delas que a gente lembra, são elas que marcam a nossa passagem aqui. Claro que são grandes os bons momentos... tudo tá acontecendo do nada, muito rápido, então tomar nota, registrar, tá meio difícil também.
Então se não tem demonstração de nada, só um vazio, distante. O que eu vou lembrar é que além dos ótimos momentos, pessoalmente, teve uma grande demonstração de não se importar com tudo isso. Por que se não é, é fuga, é autodestruição, e isso eu consigo entender também.
Só que o que eu tô descobrindo que eu preciso, e que queria e que acho importante, é preocupação, é perguntar como eu tô. E eu tô machucado pra caralho, sabe? Pior que eu acho que sabe sim, você viu, fisicamente e emocionalmente. É isso, eu preciso que você fale comigo, se não eu não consigo adivinhar.
Por isso eu vou e falo, por que sei que as pessoas não tem obrigação e nem se tentarem vão conseguir adivinhar. Essa semana foi bem foda, bem turbulenta, num momento que minha orientação era pra ficar tranquilo. Foi um ponto de virada. Aquele momento que a gente aprende sobre a gente, sobre tudo, sobre o mundo. E eu nem tô sabendo o que acho e o que aprendi disso tudo. O que eu sei é que eu jamais imaginei passar por isso, eu não esperava mesmo.
É assim que eu tô...
pelo menos uma só
Uma mensagem do nada, uma pergunta "como cê tá?"
uma aparição,
pra fazer um carinho, dar um olhar
às vezes a gente precisa de algo assim
De uma palavra, de algo material
Porque a única vez
que você demonstrou algo concretamente, foi falta
de respeito
de sentimento
de consideração
E tudo bem que depois veio o arrependimento e o pedido de perdão, o choro, e tudo pareceu genuíno.
Mas se um tempo depois de tudo isso, baixado a poeira você se distancia e não demonstra, não busca, não mostra nada, não fala nada, fica a outra, aquela única grande.
São as grandes, agora eu tô vendo, elas tem sua importância. Porque são delas que a gente lembra, são elas que marcam a nossa passagem aqui. Claro que são grandes os bons momentos... tudo tá acontecendo do nada, muito rápido, então tomar nota, registrar, tá meio difícil também.
Então se não tem demonstração de nada, só um vazio, distante. O que eu vou lembrar é que além dos ótimos momentos, pessoalmente, teve uma grande demonstração de não se importar com tudo isso. Por que se não é, é fuga, é autodestruição, e isso eu consigo entender também.
Só que o que eu tô descobrindo que eu preciso, e que queria e que acho importante, é preocupação, é perguntar como eu tô. E eu tô machucado pra caralho, sabe? Pior que eu acho que sabe sim, você viu, fisicamente e emocionalmente. É isso, eu preciso que você fale comigo, se não eu não consigo adivinhar.
Por isso eu vou e falo, por que sei que as pessoas não tem obrigação e nem se tentarem vão conseguir adivinhar. Essa semana foi bem foda, bem turbulenta, num momento que minha orientação era pra ficar tranquilo. Foi um ponto de virada. Aquele momento que a gente aprende sobre a gente, sobre tudo, sobre o mundo. E eu nem tô sabendo o que acho e o que aprendi disso tudo. O que eu sei é que eu jamais imaginei passar por isso, eu não esperava mesmo.
É assim que eu tô...
sábado, 30 de junho de 2018
Natimorto
É meio que uma mistura de sentimentos ver seus olhares de apaixonada, seus suspiros também.
Porque quando isso rola, eu sinto também, e daí quando eu pergunto "que foi?" é meio que uma forma de jogar embora a insegurança que bate junto na hora. Daí no mesmo momento meio que vc volta pra zona de conforto, se recolhe, pensando "ixi, já tô encanando", e num é bem isso... é só um reconhecer do momento talvez. Num sei. É isso.
O suspiro é junto, eu já senti, você também.
O toque é também, é junto, você sentiu que dá idem.
Desviar o olhar faz arte dessa parte.
E tudo bem que tudo isso vire arte
Mesmo
Como já disse antes, mais de uma vez
Posso, aguento, e pode, tudo que quiseres.
Eu estou aqui, concreto, base, forte.
Mesmo que depois eu me pergunte
Quem mandou eu me deixar levar.
Eu sei e vou saber que fui eu mesmo
Porque não tem mal nenhum
Nem culpa
Em se entregar
Porque quando isso rola, eu sinto também, e daí quando eu pergunto "que foi?" é meio que uma forma de jogar embora a insegurança que bate junto na hora. Daí no mesmo momento meio que vc volta pra zona de conforto, se recolhe, pensando "ixi, já tô encanando", e num é bem isso... é só um reconhecer do momento talvez. Num sei. É isso.
O suspiro é junto, eu já senti, você também.
O toque é também, é junto, você sentiu que dá idem.
Desviar o olhar faz arte dessa parte.
E tudo bem que tudo isso vire arte
Mesmo
Como já disse antes, mais de uma vez
Posso, aguento, e pode, tudo que quiseres.
Eu estou aqui, concreto, base, forte.
Mesmo que depois eu me pergunte
Quem mandou eu me deixar levar.
Eu sei e vou saber que fui eu mesmo
Porque não tem mal nenhum
Nem culpa
Em se entregar
terça-feira, 5 de junho de 2018
Sábado, segunda, terça, quinta, sábado. Detalhe, hoje já é terça.
Nesse período esses foram os dias que a gente se viu. Na terça, eu tive uma mini nóia. Alguma voz disse na mente que isso era demais, já eram dois dias seguidos, isso depois de já ter feito algo no final de semana. "É demais, não pode, pra que exagerar, ela vai ficar achando algo, as pessoas vão ficar achando algo, você tá achando algo? De novo isso? Tome tento, fica esperto. Cara, se liga, é só um café, só uma breja. É boa companhia, não estraga, nem por excesso, nem por falta. Se tá gostando continua, é isso, pronto. Num é ao mesmo tempo, algo que você achava natural, bom, que queria? Então vai lá."
A voz se transformou no meio, eu tô conseguindo melhorar e aprender mesmo... olha só que coisa. Tá demorando muito menos tempo, pra eu superar as depressões, crises, inseguranças, timidez. Mudança, e mudança consciente. E você significou isso pra mim, não sei se vc sabe. Foi a saída da zona de conforto, a superação de insegurança e suprimir vontades e pensamentos. E me provou que dá certo, que vale a pena, que pode ser bom.
Essa semana tudo parece que voltou ao normal. Não tem mais greve, não tem mais feriado. Não tem mais cafés e conversas e pequenos encontros. Por enquanto não ainda. Mas né eu ainda tenho essa pequena parte mais dramática. Alguém da astrologia vai dizer que deve ser a Lua em Leão e a Vênus em Escorpião.
Senti falta de algo que nunca tive. Parabéns. Ou não, melhor, senti falta de algo que provei pouco, uma vez. Será que é isso? Sei lá, num sei. Só sei que se isso se repetisse essa semana eu não ia reclamar. Eu tô escrevendo prosa, tudo por extenso, de um jeito que eu nunca fiz. Olha isso. Meio que cartas, meio que pensamentos. Nunca tive, nunca fiz. Num sei se tem a ver contigo. Acho que sim, faço a ligação. Mas é parte do meu momento também, eu sei, consciência nos pensamentos, ações, coisas em volta, pessoas, sentimentos.
Pra mim, saía meio como música, meio lírico, em poesia. Talvez mais romântico, mais idealizado? Num sei. Agora eu tô racionalizando demais? Pensando demais sobre isso? Sobre tudo? Também não sei...
Só sei que eu queria: usa logo teus vales, pra agora, pra hoje, pra daqui a pouco. Entra no modo "conversa sincera à dois, olho no olho" que rolou. É fluido, é natural e é bom. Por que não?
Nesse período esses foram os dias que a gente se viu. Na terça, eu tive uma mini nóia. Alguma voz disse na mente que isso era demais, já eram dois dias seguidos, isso depois de já ter feito algo no final de semana. "É demais, não pode, pra que exagerar, ela vai ficar achando algo, as pessoas vão ficar achando algo, você tá achando algo? De novo isso? Tome tento, fica esperto. Cara, se liga, é só um café, só uma breja. É boa companhia, não estraga, nem por excesso, nem por falta. Se tá gostando continua, é isso, pronto. Num é ao mesmo tempo, algo que você achava natural, bom, que queria? Então vai lá."
A voz se transformou no meio, eu tô conseguindo melhorar e aprender mesmo... olha só que coisa. Tá demorando muito menos tempo, pra eu superar as depressões, crises, inseguranças, timidez. Mudança, e mudança consciente. E você significou isso pra mim, não sei se vc sabe. Foi a saída da zona de conforto, a superação de insegurança e suprimir vontades e pensamentos. E me provou que dá certo, que vale a pena, que pode ser bom.
Essa semana tudo parece que voltou ao normal. Não tem mais greve, não tem mais feriado. Não tem mais cafés e conversas e pequenos encontros. Por enquanto não ainda. Mas né eu ainda tenho essa pequena parte mais dramática. Alguém da astrologia vai dizer que deve ser a Lua em Leão e a Vênus em Escorpião.
Senti falta de algo que nunca tive. Parabéns. Ou não, melhor, senti falta de algo que provei pouco, uma vez. Será que é isso? Sei lá, num sei. Só sei que se isso se repetisse essa semana eu não ia reclamar. Eu tô escrevendo prosa, tudo por extenso, de um jeito que eu nunca fiz. Olha isso. Meio que cartas, meio que pensamentos. Nunca tive, nunca fiz. Num sei se tem a ver contigo. Acho que sim, faço a ligação. Mas é parte do meu momento também, eu sei, consciência nos pensamentos, ações, coisas em volta, pessoas, sentimentos.
Pra mim, saía meio como música, meio lírico, em poesia. Talvez mais romântico, mais idealizado? Num sei. Agora eu tô racionalizando demais? Pensando demais sobre isso? Sobre tudo? Também não sei...
Só sei que eu queria: usa logo teus vales, pra agora, pra hoje, pra daqui a pouco. Entra no modo "conversa sincera à dois, olho no olho" que rolou. É fluido, é natural e é bom. Por que não?
segunda-feira, 4 de junho de 2018
26/03/2011
"Quero 'ontem à noite' de volta... quero sentir de novo a segurança que tive só por ser abraçado por suas pernas... de novo ser objeto desse olhar tão profundo quanto o mar que lhe dá cor... e lembrar e descobrir outras tantas semelhanças pra me fazer pensar cada vez mais que é coincidência demais pra ser verdade."
04/06/2018
Eu gosto e acho muito importante, acho que faz parte, aquela mensagem seguinte, seja do dia seguinte, seja dos minutos seguintes ao afeto, ao acontecimento que seja. A primeira que trouxe esse sentimento, que se fez presente na importância, foi por sms. Eu mantive e mantenho isso, sem medo de não obter respostas, sem medo de parecer a mais, ou a menos, do que foi ou do que é. Me mostro, agradeço, sou sincero. Seja isso repelente ou cativante, sou eu, e o que senti na hora, no momento, pela pessoa.
"Quero 'ontem à noite' de volta... quero sentir de novo a segurança que tive só por ser abraçado por suas pernas... de novo ser objeto desse olhar tão profundo quanto o mar que lhe dá cor... e lembrar e descobrir outras tantas semelhanças pra me fazer pensar cada vez mais que é coincidência demais pra ser verdade."
04/06/2018
Eu gosto e acho muito importante, acho que faz parte, aquela mensagem seguinte, seja do dia seguinte, seja dos minutos seguintes ao afeto, ao acontecimento que seja. A primeira que trouxe esse sentimento, que se fez presente na importância, foi por sms. Eu mantive e mantenho isso, sem medo de não obter respostas, sem medo de parecer a mais, ou a menos, do que foi ou do que é. Me mostro, agradeço, sou sincero. Seja isso repelente ou cativante, sou eu, e o que senti na hora, no momento, pela pessoa.
domingo, 3 de junho de 2018
Eu sei, eu fui abrindo a porta, entrando sem bater. Eu sou meio assim, faço isso às vezes. E foi com tanta naturalidade, que digo que me surpreendi. Fui me sentindo à vontade também, de estar ali, poder tirar o calçado, afrouxar o cinto, como se fosse eu sem mais ninguém, na minha casa, sabe? Quando a pessoa se sente acompanhada de si mesma. Daí pude ser eu, me abrir, e sentar ou deitar se jogando, com o corpo meio torto, com a barriga frouxa, sem murchar.
Você não pediu, não convidou, mas por alguma razão não precisou ou não fazia diferença, aconteceu mesmo sem convite. Já tão à vontade, fica agora essa coisa de "me instalo?", vou embora? Num sei... tô chegando.
O olhar e a forma de falar e agir sem insegurança são tão bons de sentir quando eu tô aqui que eu não quero sair, ir embora. E eu não preciso sair quando quero voltar pro meu ou fazer minhas coisas. Essas coisas são daquelas que funcionam diferente, meio além da nossa compreensão, sabe?
Num me impede de ficar aqui não. Eu sei que a gente sofre, que dói e que é difícil, ainda mais passando tudo que você passou. Eu também passei por coisas. "Todo mundo tem uma história, passa por algo" lembra? "Num tem como a gente adivinhar essas coisas, relaxa".
Então, sabendo disso tudo, eu peço pra que você tenha paciência comigo, com as minhas instabilidades, e prometo tentar buscar cada vez mais sinceridade, e ter paciência contigo também, eu já tenho. Também tô aprendendo e entendendo isso de não ser a única pessoa a estar aqui ou ter entrado, e ter morada. É que é difícil, né? É sempre um aprendizado, fugir dessa insegurança e vozinha na mente que diz que existe competição.
Eu já entrei, to aqui, e cê sabe, só tá dando uma fugida, mas tudo bem. Não precisa ter medo. Seu coração é grande e cabe bastante gente por bastante tempo. Uma vida toda.
Você não pediu, não convidou, mas por alguma razão não precisou ou não fazia diferença, aconteceu mesmo sem convite. Já tão à vontade, fica agora essa coisa de "me instalo?", vou embora? Num sei... tô chegando.
O olhar e a forma de falar e agir sem insegurança são tão bons de sentir quando eu tô aqui que eu não quero sair, ir embora. E eu não preciso sair quando quero voltar pro meu ou fazer minhas coisas. Essas coisas são daquelas que funcionam diferente, meio além da nossa compreensão, sabe?
Num me impede de ficar aqui não. Eu sei que a gente sofre, que dói e que é difícil, ainda mais passando tudo que você passou. Eu também passei por coisas. "Todo mundo tem uma história, passa por algo" lembra? "Num tem como a gente adivinhar essas coisas, relaxa".
Então, sabendo disso tudo, eu peço pra que você tenha paciência comigo, com as minhas instabilidades, e prometo tentar buscar cada vez mais sinceridade, e ter paciência contigo também, eu já tenho. Também tô aprendendo e entendendo isso de não ser a única pessoa a estar aqui ou ter entrado, e ter morada. É que é difícil, né? É sempre um aprendizado, fugir dessa insegurança e vozinha na mente que diz que existe competição.
Eu já entrei, to aqui, e cê sabe, só tá dando uma fugida, mas tudo bem. Não precisa ter medo. Seu coração é grande e cabe bastante gente por bastante tempo. Uma vida toda.
domingo, 20 de maio de 2018
O que não for falado não é imaginado
A minha sanidade mental não tem preço
Fingir demência não é saudável
Desse ignorar eu não me esqueço
Cativar repentinamente não é justo
Eu reconheço
Mas da minha dinâmica eu não abro mão
Eu reconheço
É por mim e por vocês que choro
É por vocês e por mim que demoro
Viver na ansiedade é o preço
É por isso que reconheço
A minha sanidade mental não tem preço
Fingir demência não é saudável
Desse ignorar eu não me esqueço
Cativar repentinamente não é justo
Eu reconheço
Mas da minha dinâmica eu não abro mão
Eu reconheço
É por mim e por vocês que choro
É por vocês e por mim que demoro
Viver na ansiedade é o preço
É por isso que reconheço
Sabe o que dói?
É que você nem me conheceu
Sabe o que dói?
A sintonia que ficou. Desapareceu.
A respiração no peito do ouvido. O olhar e o cheiro lascivo. Se foi.
Terceira vez. Pra iluminar
Terceira vez. Perdeu se mais um brilho no olhar.
Terceira vez. Podia ser. Mas eu mereço mais.
Mais outra vez? A sua chance ficou pra trás.
Eu continuo. Meu amor se espalha todo dia, por todo mundo.
Prego o respeito, o amor ao próximo, a consideração.
Não existe malícia ou falta de atenção que justifique a sua persistência pela não associação.
Strike 1
2
3
No mesmo brado
Mesmo Buda, Malcolm X e Luther King, sabiam disso, quem não tá ligado?
Chega uma hora que a gente não aguenta. Chega um momento que vibe tá boa mas esquenta.
Sabe o que dói?
É que só foi momento
É que toda essa energia
Foi pro bueiro
Sabe o que dói?
É o respeito
Saber que bastava pouco tempo
Da sua voz pra dar um jeito.
Strike 3, você está fora.
É que você nem me conheceu
Sabe o que dói?
A sintonia que ficou. Desapareceu.
A respiração no peito do ouvido. O olhar e o cheiro lascivo. Se foi.
Terceira vez. Pra iluminar
Terceira vez. Perdeu se mais um brilho no olhar.
Terceira vez. Podia ser. Mas eu mereço mais.
Mais outra vez? A sua chance ficou pra trás.
Eu continuo. Meu amor se espalha todo dia, por todo mundo.
Prego o respeito, o amor ao próximo, a consideração.
Não existe malícia ou falta de atenção que justifique a sua persistência pela não associação.
Strike 1
2
3
No mesmo brado
Mesmo Buda, Malcolm X e Luther King, sabiam disso, quem não tá ligado?
Chega uma hora que a gente não aguenta. Chega um momento que vibe tá boa mas esquenta.
Sabe o que dói?
É que só foi momento
É que toda essa energia
Foi pro bueiro
Sabe o que dói?
É o respeito
Saber que bastava pouco tempo
Da sua voz pra dar um jeito.
Strike 3, você está fora.
Todo mundo vive um amor
Eu já tive o meu
Espero ter sido o seu
Desculpa
Alguém livre de mim essa culpa
Não consigo mais estar com alguém
Não preciso.
Amor eu já Vivi
Já tive o meu
Espero ter sido o seu
Pode ir, se cura
Pelo que fiz, desculpa
A vez que a hipocrisia esteve
Me mostrou que a sinceridade
Que sempre quis
Era a minha verdade
Pra mim
Comigo mesmo
Eu já tive o meu
Espero ter sido o seu
Desculpa
Alguém livre de mim essa culpa
Não consigo mais estar com alguém
Não preciso.
Amor eu já Vivi
Já tive o meu
Espero ter sido o seu
Pode ir, se cura
Pelo que fiz, desculpa
A vez que a hipocrisia esteve
Me mostrou que a sinceridade
Que sempre quis
Era a minha verdade
Pra mim
Comigo mesmo
O silêncio é que mata
Não é dizer o que você pode pensar que não agrada
O que corta é a falta
De palavra
De respeito
Do mínimo
Não é assim que trata
Quando se sente bem como se diz
A consciência é grátis
Não dói
Deixando sumir assim você destrói
Pele
Cheiro
Toque
Olhar
Ficou faltando
Mas quando você aparece eu vou correndo
É minha fé nas pessoas
O meu amar o próximo incondicionalmente. Acreditar. Querer mais. Que sempre faz eu deixar de lado. Relevar.
Por um momento. Momentos.
Será?
Não é dizer o que você pode pensar que não agrada
O que corta é a falta
De palavra
De respeito
Do mínimo
Não é assim que trata
Quando se sente bem como se diz
A consciência é grátis
Não dói
Deixando sumir assim você destrói
Pele
Cheiro
Toque
Olhar
Ficou faltando
Mas quando você aparece eu vou correndo
É minha fé nas pessoas
O meu amar o próximo incondicionalmente. Acreditar. Querer mais. Que sempre faz eu deixar de lado. Relevar.
Por um momento. Momentos.
Será?
Cada desencontro que tenho na vida
Eu sei que você tem também
Sigo e persigo um verso que um dia li.
Eu penso e tento lembrar
O que foge de fazer o meu com o seu
Viver mostrando é muitas vezes viver escondendo.
A máscara que vestimos todo dia, veste nós mesmos, tome tento.
Terra precisa superar, precisa respirar, precisa precisar.
Fetiche de necessidade ou necessidade de fetiche?
Quantas vezes preciso subir ao inferno pra saber que você céu não vale a pena?
Na saliva gasta, no gosto doce, fica o olhar cansado, e a pena do engodo.
Sem máscaras, sem mentiras.
Quanto que se paga pra ver?
O mais longe que a humanidade vai.
O tanto de quês e porquês
Ter se sobrepõe ao ser.
Schoenberg não citou Rimann.
O medo é humano. Sinto. Sente? Sintam!
A ciência é o fim do romântico,
a linguagem o fim do moderno.
O atonal é, agora, casual.
Eu sei que você tem também
Sigo e persigo um verso que um dia li.
Eu penso e tento lembrar
O que foge de fazer o meu com o seu
Viver mostrando é muitas vezes viver escondendo.
A máscara que vestimos todo dia, veste nós mesmos, tome tento.
Terra precisa superar, precisa respirar, precisa precisar.
Fetiche de necessidade ou necessidade de fetiche?
Quantas vezes preciso subir ao inferno pra saber que você céu não vale a pena?
Na saliva gasta, no gosto doce, fica o olhar cansado, e a pena do engodo.
Sem máscaras, sem mentiras.
Quanto que se paga pra ver?
O mais longe que a humanidade vai.
O tanto de quês e porquês
Ter se sobrepõe ao ser.
Schoenberg não citou Rimann.
O medo é humano. Sinto. Sente? Sintam!
A ciência é o fim do romântico,
a linguagem o fim do moderno.
O atonal é, agora, casual.
Assinar:
Postagens (Atom)
