sábado, 30 de junho de 2018

Natimorto

É meio que uma mistura de sentimentos ver seus olhares de apaixonada, seus suspiros também.
Porque quando isso rola, eu sinto também, e daí quando eu pergunto "que foi?" é meio que uma forma de jogar embora a insegurança que bate junto na hora. Daí no mesmo momento meio que vc volta pra zona de conforto, se recolhe, pensando "ixi, já tô encanando", e num é bem isso... é só um reconhecer do momento talvez. Num sei. É isso.
O suspiro é junto, eu já senti, você também.
O toque é também, é junto, você sentiu que dá idem.
Desviar o olhar faz arte dessa parte.
E tudo bem que tudo isso vire arte
Mesmo
Como já disse antes, mais de uma vez
Posso, aguento, e pode, tudo que quiseres.
Eu estou aqui, concreto, base, forte.
Mesmo que depois eu me pergunte
Quem mandou eu me deixar levar.
Eu sei e vou saber que fui eu mesmo
Porque não tem mal nenhum
Nem culpa
Em se entregar

terça-feira, 5 de junho de 2018

    Sábado, segunda, terça, quinta, sábado. Detalhe, hoje já é terça.

    Nesse período esses foram os dias que a gente se viu. Na terça, eu tive uma mini nóia. Alguma voz disse na mente que isso era demais, já eram dois dias seguidos, isso depois de já ter feito algo no final de semana. "É demais, não pode, pra que exagerar, ela vai ficar achando algo, as pessoas vão ficar achando algo, você tá achando algo? De novo isso? Tome tento, fica esperto. Cara, se liga, é só um café, só uma breja. É boa companhia, não estraga, nem por excesso, nem por falta. Se tá gostando continua, é isso, pronto. Num é ao mesmo tempo, algo que você achava natural, bom, que queria? Então vai lá."
    A voz se transformou no meio, eu tô conseguindo melhorar e aprender mesmo... olha só que coisa. Tá demorando muito menos tempo, pra eu superar as depressões, crises, inseguranças, timidez. Mudança, e mudança consciente. E você significou isso pra mim, não sei se vc sabe. Foi a saída da zona de conforto, a superação de insegurança e suprimir vontades e pensamentos. E me provou que dá certo, que vale a pena, que pode ser bom.
    Essa semana tudo parece que voltou ao normal. Não tem mais greve, não tem mais feriado. Não tem mais cafés e conversas e pequenos encontros. Por enquanto não ainda. Mas né eu ainda tenho essa pequena parte mais dramática. Alguém da astrologia vai dizer que deve ser a Lua em Leão e a Vênus em Escorpião.
    Senti falta de algo que nunca tive. Parabéns. Ou não, melhor, senti falta de algo que provei pouco, uma vez. Será que é isso? Sei lá, num sei. Só sei que se isso se repetisse essa semana eu não ia reclamar. Eu tô escrevendo prosa, tudo por extenso, de um jeito que eu nunca fiz. Olha isso. Meio que cartas, meio que pensamentos. Nunca tive, nunca fiz. Num sei se tem a ver contigo. Acho que sim, faço a ligação. Mas é parte do meu momento também, eu sei, consciência nos pensamentos, ações, coisas em volta, pessoas, sentimentos.
    Pra mim, saía meio como música, meio lírico, em poesia. Talvez mais romântico, mais idealizado? Num sei. Agora eu tô racionalizando demais? Pensando demais sobre isso? Sobre tudo? Também não sei...
    Só sei que eu queria: usa logo teus vales, pra agora, pra hoje, pra daqui a pouco. Entra no modo "conversa sincera à dois, olho no olho" que rolou. É fluido, é natural e é bom. Por que não?

segunda-feira, 4 de junho de 2018

26/03/2011


"Quero 'ontem à noite' de volta... quero sentir de novo a segurança que tive só por ser abraçado por suas pernas... de novo ser objeto desse olhar tão profundo quanto o mar que lhe dá cor... e lembrar e descobrir outras tantas semelhanças pra me fazer pensar cada vez mais que é coincidência demais pra ser verdade."


04/06/2018
Eu gosto e acho muito importante, acho que faz parte, aquela mensagem seguinte, seja do dia seguinte, seja dos minutos seguintes ao afeto, ao acontecimento que seja. A primeira que trouxe esse sentimento, que se fez presente na importância, foi por sms. Eu mantive e mantenho isso, sem medo de não obter respostas, sem medo de parecer a mais, ou a menos, do que foi ou do que é. Me mostro, agradeço, sou sincero. Seja isso repelente ou cativante, sou eu, e o que senti na hora, no momento, pela pessoa.

domingo, 3 de junho de 2018

   Eu sei, eu fui abrindo a porta, entrando sem bater. Eu sou meio assim, faço isso às vezes. E foi com tanta naturalidade, que digo que me surpreendi. Fui me sentindo à vontade também, de estar ali, poder tirar o calçado, afrouxar o cinto, como se fosse eu sem mais ninguém, na minha casa, sabe? Quando a pessoa se sente acompanhada de si mesma. Daí pude ser eu, me abrir, e sentar ou deitar se jogando, com o corpo meio torto, com a barriga frouxa, sem murchar.
   Você não pediu, não convidou, mas por alguma razão não precisou ou não fazia diferença, aconteceu mesmo sem convite. Já tão à vontade, fica agora essa coisa de "me instalo?", vou embora? Num sei... tô chegando.
   O olhar e a forma de falar e agir sem insegurança são tão bons de sentir quando eu tô aqui que eu não quero sair, ir embora. E eu não preciso sair quando quero voltar pro meu ou fazer minhas coisas. Essas coisas são daquelas que funcionam diferente, meio além da nossa compreensão, sabe?
   Num me impede de ficar aqui não. Eu sei que a gente sofre, que dói e que é difícil, ainda mais passando tudo que você passou. Eu também passei por coisas. "Todo mundo tem uma história, passa por algo" lembra? "Num tem como a gente adivinhar essas coisas, relaxa".    

   Então, sabendo disso tudo, eu peço pra que você tenha paciência comigo, com as minhas instabilidades, e prometo tentar buscar cada vez mais sinceridade, e ter paciência contigo também, eu já tenho. Também tô aprendendo e entendendo isso de não ser a única pessoa a estar aqui ou ter entrado, e ter morada. É que é difícil, né? É sempre um aprendizado, fugir dessa insegurança e vozinha na mente que diz que existe competição. 
   Eu já entrei, to aqui, e cê sabe, só tá dando uma fugida, mas tudo bem. Não precisa ter medo. Seu coração é grande e cabe bastante gente por bastante tempo. Uma vida toda.