sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Um pouco é e sempre vai ser pouco.
Se for um pouco de alma, também.
Se teu pouco assusta, vale a pena?
E dessa vez, com essa calma, vai além?
Todo esse rodeio é o que? Medo?
E agora o que assusta é o tanto de alma, né meu bem.
Quando a gente vai de encontro à montanha, daí chega perto e muda de ideia, já desiste de subir porque parece bem mais do que achávamos que a gente dava conta.

Toma lá, dá cá.
Sabonetada.
Tinha tempo, tinha calma
Tinha pouca
E agora buga
Quando vê muita alma.

Eu quero sair daqui
Isso é perigoso demais
Cada vontade que sinto e cedo
Penso no que pode ser do futuro
E tenho medo


É tudo tão comum
Foi tudo tão rápido
De em toque em olhar
De olhar em toque
As diferenças nem eram tão cruciais


Já longe eu decido manter
Essa distância toda vai ser boa
Pra me ajudar
Não quero me comprometer
Não posso, não, não
Não


Foi de um jeito bom
Tão comum
Nem deu pra perceber de tão rápido
De olhar em olhar
De toque em toque
Vimos que somos tão iguais


Mas tão diferentes
Tão diferentes


Espero que eu seja forte pra voltar


Estarei aqui pra quando quiser