terça-feira, 3 de julho de 2018

Post Mortem

Eu queria uma demonstração
pelo menos uma só
Uma mensagem do nada, uma pergunta "como cê tá?"
uma aparição,
pra fazer um carinho, dar um olhar

às vezes a gente precisa de algo assim
De uma palavra, de algo material

Porque a única vez
que você demonstrou algo concretamente, foi falta
de respeito
de sentimento
de consideração

E tudo bem que depois veio o arrependimento e o pedido de perdão, o choro, e tudo pareceu genuíno.
Mas se um tempo depois de tudo isso, baixado a poeira você se distancia e não demonstra, não busca, não mostra nada, não fala nada, fica a outra, aquela única grande.

São as grandes, agora eu tô vendo, elas tem sua importância. Porque são delas que a gente lembra, são elas que marcam a nossa passagem aqui. Claro que são grandes os bons momentos... tudo tá acontecendo do nada, muito rápido, então tomar nota, registrar, tá meio difícil também.

Então se não tem demonstração de nada, só um vazio, distante. O que eu vou lembrar é que além dos ótimos momentos, pessoalmente, teve uma grande demonstração de não se importar com tudo isso. Por que se não é, é fuga, é autodestruição, e isso eu consigo entender também.

Só que o que eu tô descobrindo que eu preciso, e que queria e que acho importante, é preocupação, é perguntar como eu tô. E eu tô machucado pra caralho, sabe? Pior que eu acho que sabe sim, você viu, fisicamente e emocionalmente. É isso, eu preciso que você fale comigo, se não eu não consigo adivinhar.

Por isso eu vou e falo, por que sei que as pessoas não tem obrigação e nem se tentarem vão conseguir adivinhar. Essa semana foi bem foda, bem turbulenta, num momento que minha orientação era pra ficar tranquilo. Foi um ponto de virada. Aquele momento que a gente aprende sobre a gente, sobre tudo, sobre o mundo. E eu nem tô sabendo o que acho e o que aprendi disso tudo. O que eu sei é que eu jamais imaginei passar por isso, eu não esperava mesmo.

É assim que eu tô...

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