domingo, 20 de maio de 2018

O que não for falado não é imaginado
A minha sanidade mental não tem preço
Fingir demência não é saudável
Desse ignorar eu não me esqueço
Cativar repentinamente não é justo
Eu reconheço
Mas da minha dinâmica eu não abro mão
Eu reconheço
É por mim e por vocês que choro
É por vocês e por mim que demoro
Viver na ansiedade é o preço
É por isso que reconheço
Sabe o que dói?
É que você nem me conheceu
Sabe o que dói?
A sintonia que ficou. Desapareceu.
A respiração no peito do ouvido. O olhar e o cheiro lascivo. Se foi.
Terceira vez. Pra iluminar
Terceira vez. Perdeu se mais um brilho no olhar.
Terceira vez. Podia ser. Mas eu mereço mais.
Mais outra vez? A sua chance ficou pra trás.
Eu continuo. Meu amor se espalha todo dia, por todo mundo.
Prego o respeito, o amor ao próximo, a consideração.
Não existe malícia ou falta de atenção que justifique a sua persistência pela não  associação.
Strike 1
2
3
No mesmo brado
Mesmo Buda, Malcolm X e Luther King, sabiam disso, quem não tá ligado?
Chega uma hora que a gente não aguenta. Chega um momento que vibe tá boa mas esquenta.
Sabe o que dói?
É que só foi momento
É que toda essa energia
Foi pro bueiro
Sabe o que dói?
É o respeito
Saber que bastava pouco tempo
Da sua voz pra dar um jeito.
Strike 3, você está fora.
Todo mundo vive um amor
Eu já tive o meu
Espero ter sido o seu
Desculpa
Alguém livre de mim essa culpa
Não consigo mais estar com alguém
Não preciso.
Amor eu já Vivi
Já tive o meu
Espero ter sido o seu
Pode ir, se cura
Pelo que fiz, desculpa
A vez que a hipocrisia esteve
Me mostrou que a sinceridade
Que sempre quis
Era a minha verdade
Pra mim
Comigo mesmo
O silêncio é que mata
Não é dizer o que você pode pensar que não agrada
O que corta é a falta
De palavra
De respeito
Do mínimo
Não é assim que trata
Quando se sente bem como se diz
A consciência é grátis
Não dói
Deixando sumir assim você destrói
Pele
Cheiro
Toque
Olhar
Ficou faltando
Mas quando você aparece eu vou correndo
É minha fé nas pessoas
O meu amar o próximo incondicionalmente. Acreditar. Querer mais. Que sempre faz eu deixar de lado. Relevar.
Por um momento. Momentos.
Será?
Cada desencontro que tenho na vida
Eu sei que você tem também
Sigo e persigo um verso que um dia li.
Eu penso e tento lembrar
O que foge de fazer o meu com o seu
Viver mostrando é muitas vezes viver escondendo.
A máscara que vestimos todo dia, veste nós mesmos, tome tento.
Terra precisa superar, precisa respirar, precisa precisar.
Fetiche de necessidade ou necessidade de fetiche?
Quantas vezes preciso subir ao inferno pra saber que você céu não vale a pena?
Na saliva gasta, no gosto doce, fica o olhar cansado, e a pena do engodo.
Sem máscaras, sem mentiras.
Quanto que se paga pra ver?
O mais longe que a humanidade vai.
O tanto de quês e porquês
Ter se sobrepõe ao ser.
Schoenberg não citou Rimann.
O medo é humano. Sinto. Sente? Sintam!
A ciência é o fim do romântico,
a linguagem o fim do moderno.
O atonal é, agora, casual.