Quem é ela?
Que abraça com os olhos
e pela boca escoam lágrimas?
Quem é ela?
Não sei dizer se é lígia ou helena
margarida ou cecília.
Quem é ela? eu dizia
procurava, pensava e não sentia;
Fugia seu rosto de névoa dos meus pensamentos.
Quem é ela? Não pergunto mais!
Sem saber como afugentaram-se,
incerteza e medo de dentro da música que ouvia.
Agora o cheiro encontrou sua origem
no rosto que inspiro pertinho.
Agora é chamada como o nascer do dia
o sol nascendo em sua primeira hora.
Agora não penso, a razão já foi.
O sentir tomou conta da loucura.
Agora a métrica não me é mais igual
mas a soma de tudo faz pra mim o ideal.
Agora o tempo não interessa
perdi as contas que fazia e a noção de quando me perdi
Agora existe, e seu nome é este
o que ecoa no peito e me aperta no ouvido.
terça-feira, 26 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Pequena
Pequenina
O diminutivo é só no físico
porque ela é pequenona.
Fala o que pensa
faz o que quer, personalidade forte
não se diminui perto dos maiores
entretanto o faz com sutileza
abusa da sua delicadeza de bailarina
pois encanta com o seu lado menina
A pequena bailarina conheceu um louco
chamava-o louco por ele nunca ter sabido
falar nenhuma de suas duas línguas
ele falava de um jeito que se sente ao invés de ouvir,
Talvez seja nessa sutileza que os dois se entendiam.
E o louco passou a ser são
E a pequena já era gigantesca
mas ainda era bailarina.
O diminutivo é só no físico
porque ela é pequenona.
Fala o que pensa
faz o que quer, personalidade forte
não se diminui perto dos maiores
entretanto o faz com sutileza
abusa da sua delicadeza de bailarina
pois encanta com o seu lado menina
A pequena bailarina conheceu um louco
chamava-o louco por ele nunca ter sabido
falar nenhuma de suas duas línguas
ele falava de um jeito que se sente ao invés de ouvir,
Talvez seja nessa sutileza que os dois se entendiam.
E o louco passou a ser são
E a pequena já era gigantesca
mas ainda era bailarina.
sábado, 5 de março de 2011
Céu
Me peguei sentindo saudades do que nunca tive. Do gosto de café que reservei pra tu sentires naquele beijo que esperava pra acontecer. E depois percebeu-se que foi transformado em álcool, em gosto de vinho, de uvas nostálgicas fermentadas. A esperança gasta marcou agora o que lembro, o beijo no rosto, a despedida desanimada, a vontade gasta. Não tivemos coragem, mentira... eu não tive coragem, fui aquele menino assustado pela mulher que o tentava puxar pela mão, e que, nesse momento largou rápido, com medo, relutante, inseguro. Por dentro gritava contra Afonso, defensor e crente na insegurança e no pensar duas vezes ou mais; tomava o poder, instalava sua ditadura, mandando e desmandando nos confins do que diz-se ser loucura demais pra um subconsciente só. Mas a mesma que se gastou, ficou. Ela não saiu e deixou promessas de outra chance, outra oportunidade... Outra chance de mostrar que não és outra, outra oportunidade de me preencher daquela felicidade, disfarçada de realização, que sobe do peito e vai até a nuca, arrepiando como as palavras ofegantes que guardei pra dizer-te ali, atrás, perto do ouvido, falando baixo. Escrevo e me discrevo como aqueles que me inspiram, próximos ou distantes. Que representam pra mim cenas diferentes, distintas, na imaginação das outras que reservei, junto com a chance, com a oportunidade. Só desejo que não seja perdido seu celular, seu telefone, seu endereço em mim. E a vontade que idealizei surgir não em mim, mas na outra chance, torço pra que perdure. É ela que desejo que não suma, uma forma de esperança, forjada pelo mago, pelo ilusionista. Não peço mais nada pra esse meu novo eu, pra essa minha outra noite... que vou fazer o possível pra que não acabe aqui.
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