10/05/2018
Mãos que tocam
Mãos que buscam
Por outras mãos
Pelo toque, pelo olhar
Mãos de carinho
Mãos de luz
Parece que dá choque
Quando se encostam
Podem afastar, ferir
Mas as que inspiraram
São da essência
Do genuíno
sábado, 21 de julho de 2018
terça-feira, 17 de julho de 2018
Eu não sei e isso não tem problema nenhum.
A consciência disso já é muito pra mim e o exercício disso tudo já me ajuda um monte a não sentir culpa das coisas, não sentir medo, não sentir insegurança. Em algum momento da minha vida lá atrás, no comecinho, eu comecei a reprimir a mim mesmo. Da forma como as coisas aconteceram eu fui me fechando, sentindo que tudo era errado: ter poder, ser bom, ter potência, estar feliz.
Até que num momento isso meio que sumiu, e eu achei que tinha ido embora. Mas tem uma coisa: a gente nunca perde algumas coisas da essência, que a gente aprende na infância. O que acontece é que a gente tem que aprender a lidar com elas, abraçar elas e depois usar elas ao nosso favor. A minha visão de mudança, nesse momento, é isso. Eu tô abraçando a minha sombra, não tô escondendo, matando, mandando embora. Eu estou abraçando a porra dela, olhando de frente. Buscando isso, pelo menos, eu acho... faz parte do aprendizado, e tudo é um aprendizado. A gente tá aqui pra isso, pra melhorar, seja o momento e a vida do próximo, seja a nossa mesma, por consequência, não é mesmo?
Mas onde eu tava mesmo? Ah... então, eu não podia ser feliz, não podia nada. Daí num dado momento eu senti que pude, isso aconteceu mais de uma vez na minha vida, em circunstâncias diferentes, contextos diferentes... mas isso eu fui ver depois, que o movimento não é igual, não é circular, é espiral. Tudo segue numa direção, se você coloca energia o suficiente nisso. Cada vez mais é isso, energia, vibração, pensamento. E isso vai e vem e eu já não sinto mais medo, culpa, ou prisão disso ser realidade. E também não é sempre, tem momentos que são, outros que não, e tudo bem também.
Eu queria sentir que precisava me desculpar, pedir perdão... mas também não posso mais me culpar. E eu não me culpo, eu já fiz isso demais comigo. Puta que pariu, como eu já fiz. Eu ainda faço, muito. Só eu mesmo talvez saiba o tanto que eu peço desculpas, muitas vezes por nada. E sabe o pior? tem muita gente muito perto de mim que acho que não vê isso... que me trata pelo contrário e me cobra. É engraçado né? Como cada interação entre cada pessoa é diferente.
Você tem seu lugar aqui, é grande, você que disse, lembra? Cabe, e não falta espaço, nem vai faltar com o tempo. Eu não fui embora, nem pretendo ir. Tenha a mente e o coração tranquilos, que terá um espaço pra chamar de seu. Talvez vá até ali fumar um cigarro. Até logo pode ser. Mas aqui nesse, não existe adeus, pra ninguém.
A consciência disso já é muito pra mim e o exercício disso tudo já me ajuda um monte a não sentir culpa das coisas, não sentir medo, não sentir insegurança. Em algum momento da minha vida lá atrás, no comecinho, eu comecei a reprimir a mim mesmo. Da forma como as coisas aconteceram eu fui me fechando, sentindo que tudo era errado: ter poder, ser bom, ter potência, estar feliz.
Até que num momento isso meio que sumiu, e eu achei que tinha ido embora. Mas tem uma coisa: a gente nunca perde algumas coisas da essência, que a gente aprende na infância. O que acontece é que a gente tem que aprender a lidar com elas, abraçar elas e depois usar elas ao nosso favor. A minha visão de mudança, nesse momento, é isso. Eu tô abraçando a minha sombra, não tô escondendo, matando, mandando embora. Eu estou abraçando a porra dela, olhando de frente. Buscando isso, pelo menos, eu acho... faz parte do aprendizado, e tudo é um aprendizado. A gente tá aqui pra isso, pra melhorar, seja o momento e a vida do próximo, seja a nossa mesma, por consequência, não é mesmo?
Mas onde eu tava mesmo? Ah... então, eu não podia ser feliz, não podia nada. Daí num dado momento eu senti que pude, isso aconteceu mais de uma vez na minha vida, em circunstâncias diferentes, contextos diferentes... mas isso eu fui ver depois, que o movimento não é igual, não é circular, é espiral. Tudo segue numa direção, se você coloca energia o suficiente nisso. Cada vez mais é isso, energia, vibração, pensamento. E isso vai e vem e eu já não sinto mais medo, culpa, ou prisão disso ser realidade. E também não é sempre, tem momentos que são, outros que não, e tudo bem também.
Eu queria sentir que precisava me desculpar, pedir perdão... mas também não posso mais me culpar. E eu não me culpo, eu já fiz isso demais comigo. Puta que pariu, como eu já fiz. Eu ainda faço, muito. Só eu mesmo talvez saiba o tanto que eu peço desculpas, muitas vezes por nada. E sabe o pior? tem muita gente muito perto de mim que acho que não vê isso... que me trata pelo contrário e me cobra. É engraçado né? Como cada interação entre cada pessoa é diferente.
Você tem seu lugar aqui, é grande, você que disse, lembra? Cabe, e não falta espaço, nem vai faltar com o tempo. Eu não fui embora, nem pretendo ir. Tenha a mente e o coração tranquilos, que terá um espaço pra chamar de seu. Talvez vá até ali fumar um cigarro. Até logo pode ser. Mas aqui nesse, não existe adeus, pra ninguém.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Post Mortem
Eu queria uma demonstração
pelo menos uma só
Uma mensagem do nada, uma pergunta "como cê tá?"
uma aparição,
pra fazer um carinho, dar um olhar
às vezes a gente precisa de algo assim
De uma palavra, de algo material
Porque a única vez
que você demonstrou algo concretamente, foi falta
de respeito
de sentimento
de consideração
E tudo bem que depois veio o arrependimento e o pedido de perdão, o choro, e tudo pareceu genuíno.
Mas se um tempo depois de tudo isso, baixado a poeira você se distancia e não demonstra, não busca, não mostra nada, não fala nada, fica a outra, aquela única grande.
São as grandes, agora eu tô vendo, elas tem sua importância. Porque são delas que a gente lembra, são elas que marcam a nossa passagem aqui. Claro que são grandes os bons momentos... tudo tá acontecendo do nada, muito rápido, então tomar nota, registrar, tá meio difícil também.
Então se não tem demonstração de nada, só um vazio, distante. O que eu vou lembrar é que além dos ótimos momentos, pessoalmente, teve uma grande demonstração de não se importar com tudo isso. Por que se não é, é fuga, é autodestruição, e isso eu consigo entender também.
Só que o que eu tô descobrindo que eu preciso, e que queria e que acho importante, é preocupação, é perguntar como eu tô. E eu tô machucado pra caralho, sabe? Pior que eu acho que sabe sim, você viu, fisicamente e emocionalmente. É isso, eu preciso que você fale comigo, se não eu não consigo adivinhar.
Por isso eu vou e falo, por que sei que as pessoas não tem obrigação e nem se tentarem vão conseguir adivinhar. Essa semana foi bem foda, bem turbulenta, num momento que minha orientação era pra ficar tranquilo. Foi um ponto de virada. Aquele momento que a gente aprende sobre a gente, sobre tudo, sobre o mundo. E eu nem tô sabendo o que acho e o que aprendi disso tudo. O que eu sei é que eu jamais imaginei passar por isso, eu não esperava mesmo.
É assim que eu tô...
pelo menos uma só
Uma mensagem do nada, uma pergunta "como cê tá?"
uma aparição,
pra fazer um carinho, dar um olhar
às vezes a gente precisa de algo assim
De uma palavra, de algo material
Porque a única vez
que você demonstrou algo concretamente, foi falta
de respeito
de sentimento
de consideração
E tudo bem que depois veio o arrependimento e o pedido de perdão, o choro, e tudo pareceu genuíno.
Mas se um tempo depois de tudo isso, baixado a poeira você se distancia e não demonstra, não busca, não mostra nada, não fala nada, fica a outra, aquela única grande.
São as grandes, agora eu tô vendo, elas tem sua importância. Porque são delas que a gente lembra, são elas que marcam a nossa passagem aqui. Claro que são grandes os bons momentos... tudo tá acontecendo do nada, muito rápido, então tomar nota, registrar, tá meio difícil também.
Então se não tem demonstração de nada, só um vazio, distante. O que eu vou lembrar é que além dos ótimos momentos, pessoalmente, teve uma grande demonstração de não se importar com tudo isso. Por que se não é, é fuga, é autodestruição, e isso eu consigo entender também.
Só que o que eu tô descobrindo que eu preciso, e que queria e que acho importante, é preocupação, é perguntar como eu tô. E eu tô machucado pra caralho, sabe? Pior que eu acho que sabe sim, você viu, fisicamente e emocionalmente. É isso, eu preciso que você fale comigo, se não eu não consigo adivinhar.
Por isso eu vou e falo, por que sei que as pessoas não tem obrigação e nem se tentarem vão conseguir adivinhar. Essa semana foi bem foda, bem turbulenta, num momento que minha orientação era pra ficar tranquilo. Foi um ponto de virada. Aquele momento que a gente aprende sobre a gente, sobre tudo, sobre o mundo. E eu nem tô sabendo o que acho e o que aprendi disso tudo. O que eu sei é que eu jamais imaginei passar por isso, eu não esperava mesmo.
É assim que eu tô...
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