terça-feira, 16 de novembro de 2010

Maluquice

A ela chamam louca,
a ele chamam louco.
Talvez assim os dizem, por não entenderem.
Falam do seu próprio jeito,

Ela bem alto, quer fazer todos escutarem:
esbraveja, ri, cativa, chora, briga, canta.
Tudo com a intensidade de uma criança
que acabou de ganhar um brinquedo novo

Ele prefere ser baixo,
mas também quer que todos escutem:
swingue, levada, batida, groovada,
pra quem cansou de ver velocidade, escala

Tudo aquilo pra quem quer sentir e não ouvir(?)

Mesmo com essas diferenças, esses loucos são iguais.
E cada um falando do seu jeito, procuram se entender,
se aproveitar, até amar, assim podem juntos cantar que
"louco é quem me diz e não é feliz".


A louca quer mudar o mundo,
e diz que ele só de cenário
ele responde que a louca pode fazer o que estiver com vontade
o que sentir dentro de si, pois não vai importar
vai continuar cativando, apaixonando, alegrando,
todos aqueles sãos que estão ao seu redor.

O louco vai embora, vai mais além
"quem sabe um dia eu seja o melhor do mundo", emite
E ela só quer sentir tudo agora, no mesmo segundo.
Pode ter certeza que se despedem com um olhar
misto de lágrimas, alegria, compreensão, carinho, tristeza e reciprocidade.
Mas dali à pouco a dor passa, e fica aquilo que é o mais bonito...

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